Archive for the ‘Coluna Rodrigo’ Category

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Colunas do BC – Sangue Azul do Interior

19 abril, 2008

A Seleção do Cruzeiro de todos os tempos

Rodrigo Espigão

“No Cruzeiro Sport Bar, há um quadro que me chamou atenção, pela obra de arte feita pelo artista Camaleão …”

Fazer uma votação e montar a seleção do Cruzeiro de todos os tempos quase sempre é assunto em pauta em algumas “rodas de futebol” que participo. A complexidade de tal fato se dá pelos inúmeros craques que vestiram o manto celeste ao longo de nossa gloriosa história.

No Cruzeiro Sport Bar, há um quadro que me chamou atenção, pela obra de arte feita pelo artista Camaleão e que recebi uma cópia como presente do autor e também do amigo José Elias, de Mariana/MG. É a caricatura de nossa seleção de todos os tempos:

ZÉ CARLOS – O jogador que mais vezes vestiu a camisa do Cruzeiro (628 jogos), sendo campeão da Taça Brasil 1966, Taça Libertadores 1976 e 10 vezes campeão mineiro;

NELINHO – melhor lateral direito do país em sua época e um dos maiores cobradores de falta da história do futebol brasileiro. Disputou 2 copas do mundo ( 1974/1978 ) e conquistou 4 campeonatos mineiros, Campeão da Taça Libertadores 1976 e Campeão de 3 Taças Minas Gerais;

PROCÓPIO – segundo os cruzeirenses “mais experientes”, foi o melhor zagueiro da história do clube celeste. Campeão da Taça Brasil 1966 e de 5 campeonatos mineiros;

RAUL – um dos maiores goleiros da história do futebol brasileiro, campeão da Taça Brasil 1966, Campeão da Taça Libertadores 1976 e 10 vezes campeão mineiro, o lendário arqueiro da camisa amarela;

PERFUMO – Argentino que se destacou pelo talento na zaga, pelo temperamento característico dos argentinos e muita raça. Conquistou 3 campeonatos mineiros;

SORÍN – O lateral esquerdo foi Campeão da Copa do Brasil 2000 e Bicampeão da Liga Sul-Minas 2001/2002. Jogador raçudo, com grande espírito de luta, garra e dedicação à camisa estrelada. Destacou-se pela rapidez nos avanços ao ataque e pela determinação dentro de campo;

TOSTÃO – O gênio e maior jogador da história do Cruzeiro e um dos maiores da história do futebol mundial. Campeão da Taça Brasil 1966 e de 5 campeonatos mineiros, além de ter sido um dos maiores responsáveis pela conquista da Copa do Mundo de 1970. Com extraordinária visão e leitura de jogo, é o maior artilheiro da história do clube com 249 gols, maior artilheiro e dono da maior média de gols da era do Mineirão e goleador do Campeonato Mineiro por 3 edições seguidas (66,67 e 68);

PALHINHA – Campeão Mineiro por 7 vezes e da Taça Libertadores 1976 é o maior artilheiro brasileiro em uma edição da Taça Libertadores com 13 gols;

PIAZZA – O “eterno capitão” sempre se destacou pelo espírito de liderança e pela implacável marcação e facilidade de desarme ao adversário. Campeão da Taça Brasil 1966, Campeão da Taça Libertadores 1976, 10 vezes campeão mineiro e campeão da Copa do Mundo de 1970;

DIRCEU LOPES – O Príncipe da Bola que desnorteava seus adversários com dribles secos e desconcertantes, genialidade, velocidade e rapidez de pensamento, demonstrou seu belo e eficiente futebol na Conquista da Taça Brasil 1966 e nos títulos de 9 campeonatos mineiros. Foi eleito por 12 vezes o melhor jogador do ano;

JOÃOZINHO – O bailarino azul é um dos maiores pontas da história do futebol brasileiro, destacando-se pela velocidade e habilidade inconfundível. Ganhou 5 campeonatos mineiros e foi autor do gol antológico do título da Taça Libertadores de 1976.

É um time imbatível e sensacional! Tenho certeza que alguns não concordarão com uma ou duas escolhas, mas para justificar tais opções basta ler novamente e ver a história de cada um e a quantidade de títulos conquistados pelos “11 selecionados” vestindo o manto azul celeste.

Sangue Azul nas veias! Abraços 5 estrelas,
Rodrigo Espigão (perfil completo)

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Colunas do BC – Sangue Azul do Interior

11 março, 2008

Por quê o Mineirão encolheu?

Rodrigo Espigão

“Ao longo dos anos a capacidade de público foi diminuindo por fatores diversos.”

O estádio Governador Magalhães Pinto, nosso popular “Mineirão”, foi inaugurado em 5 de setembro de 1965, com capacidade original para 130.000 espectadores. Desde sua abertura, foi palco de grandes públicos, jogos e conquistas do nosso querido Cruzeiro.

Todos nós sabemos que o recorde de público presente foi em 22 de junho de 1997, na final do Campeonato Mineiro entre Cruzeiro e Vila Nova, quando foram registrados 132.834; o maior público pagante de um jogo internacional oficial disputado no estádio também foi em jogo pertencente ao Cruzeiro: no empate em 0 X 0 contra o Bayern de Munique, em 21 de dezembro de 1976, na decisão do Mundial Interclubes, com 113.715 pagantes; o maior público pagante de um jogo nacional oficial foi em 4 de maio de 1969, na partida Cruzeiro 1 X 0 Atl/MG, com 123.351 pagantes. Fora estes jogos recordistas, também podemos citar outros grandes públicos da china azul na história do estádio: 109.363 (Cruzeiro 2 X 1 Atl/MG em 15/12/1974); 122.534 (Cruzeiro 3 X 1 Atl/MG em 09/10/1977 – dia do meu aniversário de 3 anos); 95.472 (Cruzeiro 1 X 0 Sporting Cristal em 13/08/1997) e mais tantos jogos que não citaremos para não alongar nossa coluna.

Crédito Foto: G. Guimarães
Foto G. Guimarães/Internet

Ao longo dos anos a capacidade de público foi diminuindo por fatores diversos. Com as exigências da FIFA para as eliminatórias da Copa de 2006, todo o setor de arquibancadas superior e posteriormente as arquibancadas inferiores, foram cobertos por cadeiras numeradas em sua extensão, fato que veio a diminuir ainda mais a capacidade de público do estádio, que em dias atuais é de 75.783 espectadores, mas conforme acordo com o Ministério Público é impedida a venda da carga máxima de ingressos. O fato é que nunca consegui entender, o porquê da diminuição tão drástica da capacidade de público do estádio. Inaugurado para 130.000 torcedores, o Mineirão hoje tem pouco mais da metade de sua capacidade inaugural e com as obras de revitalização previstas (rebaixamento do gramado, construção de camarotes e extensão das cadeiras), o público passará para cerca de 68.000. Ultimamente em jogos do Cruzeiro, nossas reclamações como torcedores são sempre da falta de ingressos, a tumultuada venda antecipada, dos problemas para acesso ao estádio, da falta de vagas no estacionamento, dos cambistas que continuam atuando (mesmo que em menor número), etc. No clássico do último domingo (09/03), ainda privaram a torcida de grande parte do anel superior, logo na melhor parte do estádio, como espaço de segurança para divisão das torcidas.

Com um estádio praticamente lotado, onde outrora já tivemos 80, 90 e mais de 100.000 torcedores, haviam 55.000. Será que o Mineirão encolheu? Particularmente, mais uma vez ressalto que não consigo entender tal situação. E você, amigo cruzeirense?

Sangue Azul nas veias! Abraços 5 estrelas,
Rodrigo Espigão (perfil completo)

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Colunas do BC – Sangue Azul do Interior

1 março, 2008

Proseando em 5 estrelas

Rodrigo Espigão

“Prosear é um jeito de falar sem objetivo definido, indo ao sabor dos ventos, com as palavras fluindo através de pensamentos avulsos” (Rubem Alves).

Nós, torcedores cruzeirenses, estamos sempre “proseando” e este é um de nossos atos prediletos. Movidos pela paixão que nos une, escutamos, falamos, discutimos, xingamos, elogiamos, compartilhamos idéias, opiniões, sofrimentos e alegrias. Para um time com tantos títulos e conquistas, prosear em 5 estrelas é muito fácil, mesmo que seja para mostrar aos nossos adversários a cruel realidade (para eles, é claro), de que a China Azul é maior que a concorrência, que historicamente nosso Cruzeiro querido é infinitamente superior ao time deles. As situações e argumentos são muitos, e vários de nós já devem ter passado por alguns momentos semelhantes: Quem de nós nunca deu uma desculpa para a namorada, noiva, esposa ou amigos, de que tinha uma reunião ou compromisso inadiável, para na verdade assistir a um jogo do Cruzeiro? Qual de nós não tem ao menos, uma camisa do Cruzeiro para vestir nos dias de jogo, no dia-a-dia ou para simplesmente dependurar na janela como provocação ao vizinho, demonstrando sua paixão pela equipe celeste? Qual de nós nunca teve a vontade de quebrar o rádio de pilha após um resultado negativo (eu mesmo já quebrei dois), ou nunca discutiu e xingou o comentarista da emissora que estava transmitindo o jogo pela tv? Qual de nós nunca foi “técnico” do esquadrão celeste e fez a escalação ou substituição que julgou correta?

Somos cruzeirenses e às vezes a lucidez pode nos fugir em alguns momentos, mas “prosear cruzeiramente”, é um prato predileto para todos os torcedores que conheço. Eu particularmente não vi craques como Niginho, Natal, Tostão, Dirceu Lopes e tantos outros ídolos azuis em campo. Desde criança tenho a fama de falar muito e por morar no interior, a primeira vez que fui ao Mineirão, com 16 anos, vi o Cruzeiro detonar o arqui-rival por 1 X 0 em 1990. Saí do estádio com mestrado em prosa azul celeste. De lá para cá, são 18 anos argumentando de todas as formas ferrenhas em favor da equipe da Toca da Raposa. Às vezes meus argumentos são meio entristecidos em algumas derrotas, mas em sua maioria são alegres diante das vitórias e conquistas da equipe celeste nas Supercopas, Copas do Brasil, Libertadores, Brasileiro, Campeonatos Mineiros e tantos outros títulos.

Com o amadurecimento cheguei à conclusão de minha filosofia 5 estrelas: Ser cruzeirense é uma graça! Não é qualquer um que pode ter acesso a esta gratificante escolha da vida! Não é qualquer um que nasceu para ser Campeão!

Salve Nação Azul Celeste.

Salve os irmãos cruzeirenses espalhados pela face do planeta, afinal, parafraseando o astronauta russo Iúri Gagárin: “A TERRA É AZUL”!

Abraços 5 estrelas,
Rodrigo Espigão (perfil completo)